Ramatis é o nome atribuído pelo escritor Hercílio Maes a uma entidade espiritual que o orientaria na escrita de seus livros. Apareceu pela primeira vez em 1955 no livro A Vida no Planeta Marte e os Discos Voadores. Outros autores também atribuíram a essa entidade a inspiração de seus livros, como América Paoliello Marques, Maria Margarida Liguori, Norberto Peixoto, Wagner Borges e Márcio Godinho. Outros nomes também são atribuídos a essa entidade, como Ramatís, Rama-tys e Swami Sri Rama-tys.
História
A partir da metade da Década de 1940, a Guerra Fria traz o medo da guerra nuclear, criando no imaginário popular a apreensão com o que pudesse vir do céu. Dentro desse imaginário, o medo do “inimigo soviético” era o medo do desconhecido e se tornou o medo também dos extraterrestres. Nessa época, dezenas de livros e filmes foram editados sobre o tema, impingindo o interesse na vida extraterrestre definitivamente na mente das pessoas.
Influenciados por essa conjuntura, várias religiões iniciaram um movimento de sincretismo com a crença da vida em outros planetas, notadamente espíritas, teosofistas e rosacruzes. Os primeiros traços dessa “espiritualidade extraterrestre” surgem com uma série de livros, como A caminho da Luz (1939) e Nosso Lar (1944) de Chico Xavier e Os exilados da capela (1959) de Edgard Armond.
É dessa época o livro A vida no planeta Marte e os discos voadores, de Hercílio Maes. O livro é a primeira aparição de Ramatis, que teria ditado o texto ao autor, e descreve uma sociedade espiritual habitando o Planeta Marte. Tal sociedade reproduz as contradições socioculturais do Planeta Terra, como o racismo, pois retrata a parte do povo “marciano negro” como um povo primitivo. Descreve ainda a vida quotidiana dos marcianos e suas naves espaciais, delineando os elementos que passariam a ser recorrentes nos textos ufológicos.
Ramatis, Ramatís, Rama-Tys ou ainda Swami Sri Rama-tys são nomes atribuídos à última encarnação do espírito que teria ditado o texto do livro a Hercílio Maes. Ele teria sido um Guru hindu que viveu no Século X. A palavra Ramatis lembra a cidade de Ramadi, perto de Bagdá ou o fóssil encontrado na Etiópia chamado de Ramadis Kadaba, que significa “raiz” na língua afar. Em encarnação anterior teria sido o matemático Pitágoras.Teria também vivido na mítica ilha de Atlântida e no Egito, onde conheceu Allan Kardec. Posteriormente teria sido conselheiro do Rei Salomão, filho de Moisés e guarda-costas de Jesus.